Se você já se pegou hipnotizado por uma linha de baixo sinuosa acompanhada por uma guitarra com ecos psicodélicos, as chances de você estar ouvindo Khruangbin são altas. O trio vindo de Houston, Texas, transformou o cenário musical nos últimos anos com uma proposta audaciosa: criar música predominantemente instrumental que soa como se viesse de todos os lugares e de lugar nenhum ao mesmo tempo.
Quem é este Trio de Houston?
Formada por Laura Lee Ochoa (baixo), Mark Speer (guitarra) e Donald “DJ” Johnson (bateria), a banda carrega um nome que já entrega sua natureza curiosa. Khruangbin (เครื่องบิน) significa “avião” em tailandês, uma homenagem às fitas de cassete de funk tailandês dos anos 60 e 70 que uniram o grupo no início da carreira.
O visual também é icônico: Laura Lee e Mark são conhecidos por suas perucas pretas simétricas, criando uma persona de palco misteriosa que foca toda a atenção na atmosfera sonora.
“O que nós fazemos é tentar encontrar o maior espaço possível entre as notas. Se você toca muito, você preenche o espaço onde o ouvinte poderia estar. Nós queremos que o ouvinte habite a música conosco.”
Donald “DJ” Johnson (Bateria)
Um Caldeirão de Influências Globais
A música do Khruangbin é frequentemente descrita como Psych-Rock, mas essa definição é limitada. Eles são verdadeiros “arqueólogos musicais”. Suas principais influências incluem:
Funk Tailandês e Luk Thung: A base rítmica e os timbres de guitarra dos primeiros álbuns.
Dub e Reggae: O baixo de Laura Lee é profundo e espaçado, bebendo diretamente da fonte do dub jamaicano.
Soul de Houston: A bateria de “DJ” Johnson é minimalista e precisa, trazendo o groove do gospel e do R&B texano.
Música Iraniana e Etíope: Especialmente notável em álbuns como Mordechai, onde escalas do Oriente Médio e do Leste Africano ganham destaque.
Essa mistura resulta em um som que é universal. Não à toa, a banda se tornou a favorita de festivais que vão do Glastonbury ao Coachella, servindo como a trilha sonora perfeita tanto para um pôr do sol quanto para uma viagem na estrada.
música: a linguagem universal
O Khruangbin prova que a música é uma linguagem que não precisa de tradução. Ao misturar o Texas com a Tailândia, o Irã e a Jamaica, eles criaram um som que é o reflexo perfeito do mundo globalizado: diverso, nostálgico e profundamente conectado.
“Eu não quero soar como um guitarrista de blues americano. Eu quero soar como um cantor de Hong Kong, ou um mestre de Koto japonês, ou um tecladista etíope. Eu tento imitar outros instrumentos na guitarra para não cair nos mesmos clichês de sempre.”
Mark Speer (Guitarra)
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